Comprei meu ingresso para o Equilibrivm sem nenhum conhecido ter confirmado que iria. Mas eu sabia que, até o show, encontraria alguém. Foi exatamente assim que fiz amizades em todos os shows da Anitta em que estive.
Como de costume, perguntei no post do evento: “Quem vai em Porto Alegre?”.
Duas pessoas responderam.
Uma delas foi a Amanda, começamos a nos seguir.
Combinamos de nos encontrar e, nos dias que antecederam o evento, eu e a Amanda já trocávamos posts sobre o show. Coloquei ela no meu Close Friends antes mesmo de nos conhecermos pessoalmente. Achei que seria uma forma de ela conhecer a minha vibe antes do nosso primeiro encontro.
Quando finalmente nos vimos, parecia que já éramos amigas há muito tempo.
Cada um tinha comprado ingresso para um setor diferente, então aproveitamos juntos apenas a vila antes do show.
O espaço era cheio de ativações: experiências sensoriais, meditação, rodas de conversa… acho que tinha até tarô. Não consegui conhecer tudo porque as filas eram enormes.
Saí do hotel preparada. O meu bom Tandrilax já tinha sido tomado e a enzima de lactose estava na bolsa. A previsão do tempo de Porto Alegre resolveu brincar com a nossa cara durante a semana inteira. Fomos preparados para enfrentar chuva, vento e frio… e acabamos passando calor.
Aos 34 anos, descobri que a minha espiritualidade termina exatamente onde começa uma fila de duas horas.
Achei lindos os cenários e as ativações. Queria muito participar de tudo, mas não tinha energia para enfrentar aquelas filas.
No fim, escolhemos as experiências de forma muito estratégica: fomos na ativação do abraço — que, felizmente, não tinha fila — e tiramos foto no cenário mais simples, justamente porque também era o mais vazio.
Escolhas completamente coerentes com a nossa idade.
Outra coisa que chamou atenção foi a proposta da organização de não vender bebida alcoólica até às 16h30. A ideia fazia sentido com o conceito do Equilibrivm.
Mas confesso que foi engraçado perceber que, às 16h31, já existia uma fila perfeitamente organizada esperando pela primeira Beats do dia.
Nós, inclusive, estávamos nela.
Quando chegou a hora do show, cada um foi para o seu setor.
No meu, conheci mais um grupo de pessoas incríveis. Meninas de vinte e poucos anos que me acolheram como se já nos conhecêssemos. Fizemos fotos, gravamos vídeos e trocamos redes sociais.
Acho que isso é uma característica dos Anitters. Até hoje, todos os que conheci em shows da Anitta foram extremamente simpáticos, não importa a idade.
Então o show começou.
Em determinado momento, a Anitta perguntou quem estava ali acompanhado da própria mãe. Achei interessante essa abordagem. Afinal, quem pensa em levar a mãe para um show da Anitta?
Foi um jeito bonito de conduzir aquele momento.
Quando ela cantou Deus Mãe, o público se emocionou bastante. Olhei para o lado e vi que as meninas também choravam. Acho que foi nesse momento que percebi que aquele show estava tocando cada pessoa de um jeito diferente.
Eu também chorei um pouquinho.
Acho que o choro que não chorei assistindo no YouTube, chorei ao vivo.

Um espetáculo de cenários, bailarinos, sons, luzes e transições.
Uma entrega absurda.
Durante a saída, só ouvia a mesma frase:
“QUE SHOW LINDO!”
E foi mesmo.
Um daqueles espetáculos que você não apenas assiste.
Você vive.

Depois, como manda a tradição brasileira, encerramos toda aquela experiência sensorial, artística e espiritual da forma mais elegante possível: fomos para um boteco bem alternativo tomar uma Polar.
Como a Amanda e o Ryk estavam no mesmo setor, acabaram assistindo ao show juntos. Na saída, nos encontramos novamente e fomos nós três. Segundo o Ryk, ninguém pode ir embora de Porto Alegre sem experimentar a cerveja mais tradicional da cidade.
Lá encontramos outros amigos dele e a noite terminou do jeito que eu mais gosto: mesa cheia de gente conversando.
Confesso que julguei a embalagem da Polar.
Injustamente.
Ela é gostosa, barata e acho que merece um pedido público de desculpas.
Depois dividi o Uber com a Amanda porque ela ia retornar para casa no mesmo dia e embarcava num endereço que ficava pertinho da minha hospedagem.
Foi ali que o meu dia terminou.
Cheguei sozinha.
Voltei com novos amigos.
Com um celular cheio de vídeos, algumas boas histórias, uma nova cerveja degustada e a lembrança de um espetáculo que conseguiu emocionar milhares de pessoas ao mesmo tempo.

Talvez seja por isso que eu nunca espere alguém confirmar presença para comprar um ingresso.
A melhor parte de alguns eventos é justamente conhecer quem ainda nem fazia parte da história.
✨ Obrigada por ler com calma.
Os vídeos deste texto estão no meu Instagram: @fbriane.
Até a próxima.
— Briane, da MuitaZ.





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